domingo, 31 de agosto de 2008

-
ser Anna é ser superior.
'vou me esquivar da estagnação.'
concentrada.; anna novament; ã/

p.s.: depois qe conhecemos o lado ruim. podemos ter noção do qe realmente é bom; rá. não há pscicólogo no mundo qe poderá me tirar a vontade de ser Anna agora.
Pro Anna Life Style. foreveer. ã/
~
momento de meditar. refletir. pensar. mudar. trancender. agir. e voltar a viver. #

regresso à felicidade,. ;)
regresso à paz. ~

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

"Eu vejo um museu de grandes novidades"
- pra amadurecer, ainda bem que -
o tempo não pára.;~

~ mais um dia difícil, nos tempos difíceis.

sábado, 16 de agosto de 2008

"Be deliriously happy. Or at least leave yourself open to be. Love is passion, obsession, someone you can't live without. Fall head over heels. Find someone you can love like crazy and who'll love you the same way back. And how do you find him? Forget your head and listen to your heart. RUN THE RISK, if you get hurt, you'll come back. Because, the truth is there is no sense living your life without this. To make the journey and not fall deeply in love -- well, you haven't lived a life at all. You HAVE TO TRY. Because if you haven't tried, you haven't lived...Stay open. Who knows? Lightning could strike!" Meet Joe Black


-


"Não importa o que você aprendeu sobre amor e amar, sua sabedoria só pode vir, tal como o Messias de Kafka, um dia depois de sua chegada.
Enquanto vive, o amor paira à beira do malogro. dissolve seu passado à medida que prossegue. Não deixa trincheiras onde possa buscar abrigo em caso de emergência. E não sabe o que está pela frente e o que o futuro pode trazer. Nunca terá confiança suficiente para dispersar as nuvens e abafar a ansiedade. O amor é uma hipoteca baseada num futuro incerto e inescrutável.
O amor pode ser, e freqüentemente é, tão atemorizante quanto a morte. Só que ele encobre essa verdade com a comoção do desejo e do excitamento. Faz sentido pensar na diferença entre amor e morte como na que existe entre atração e repulsa. Pensando bem, contudo, não se pode ter tanta certeza disso. As promessas do amor são, via de regra, menos ambíguas do que suas dádivas. Assim, a tentação de apaixonar-se é grande e poderosa, mas também o é a atração de escapar. E o fascínio da procura de uma rosa sem espinhos nunca está muito longe, e é sempre difícil de resistir
."(pag. 23, 2004)O Amor Líquido: Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos


{ em qem acreditar? oO }

terça-feira, 12 de agosto de 2008

~

sábado, 9 de agosto de 2008

# hipocrisia convencional.

Apesar do apelo quase desesperado que se faz à honestidade como a única salvação possível à humanidade, mentimos o tempo todo, durante todas as nossas vidas. Negá-lo só contribuiria com mais um motivo para rirmos de nós próprios. Mesmo que nos custe admitir, o fingimento e a dissimulação são também pilares básicos da vida em sociedade, não apenas porque a mentira é útil, mas também porque é necessária dentro do esquema de fachadas sociais que somos obrigados a incorporar desde nosso nascimento. Por isso faz bem aquele que aprende a distinguir entre as necessidades reais e as necessidades sociais – isto é, a representação, numa linguagem cifrada e retorcida, que, em termos gerais, traduz as reais objetivamente, porém não com a ineficiência inocente de um tradutor automático, mas com a malícia de um advogado velhaco que precisa ganhar a vida. Tal consciência é importante porque diz respeito diretamente ao nosso bem-estar imediato, à nossa condição real, que está para nossa condição social como nossa felicidade íntima está para nossa cédula de identidade. Portanto, em relação à primeira, a mentira tem um efeito definitivamente pernicioso, e dificilmente alguém chega ao grau de insensatez de realmente descartar suas necessidades íntimas e reais em favor de meras convenções estabelecidas arbitrariamente. Isso é algo que não se aprende senão por si mesmo através da experiência e da reflexão. Os fatos reais e autênticos da vida, como cada qual realmente os sente e concebe, são uma espécie de tabu; não devem ser trazidos à luz publicamente; ficam ocultos em favor das aparências que, não obstante, todos sabem ser falsas – e, por isso, o embaraçoso assunto é evitado a todo custo. Por exemplo, quando algum sabichão afirmou que nosso salvador nasceu de uma virgem, não foi realmente isso que quis dizer; uma alegação desse tipo não é uma afronta ao bom senso e à ciência biológica, mas apenas uma forma educada de dizer: mudemos de assunto. É difícil apontar o culpado pela nossa necessidade tradicional de mentir; talvez os representantes dos idealismos cristãos que, ao alcançarem o poder, estabeleceram valores impossíveis como metas sejam, em parte, responsáveis pelo agravamento de tal fenômeno. Porque, com isso, a honestidade – isto é, tudo que concerne a nossa verdadeira humanidade – passou não apenas a ser uma segunda realidade menor, mas uma mentira, algo vergonhoso, indigno, que devemos esconder como se fosse um crime, e isso em favor de uma outra realidade que não apenas traduz mal nossas verdadeiras necessidades, mas de fato as calunia, as nega em favor de um mundo fictício – ou seja, valores que nos desumanizam. Por isso os deuses da mitologia grega, que refletem nossa natureza íntima, são tão preferíveis ao fantasma castrado forjado pelo cristianismo; por exemplo, pensemos em como conseguimos nos identificar intimamente com Dionísio, deus do vinho, Vênus, deusa do amor e da beleza, Marte, deus da guerra e da violência; isso acontece porque dizem respeito ao que efetivamente nos move enquanto seres vivos, ao que nos torna o que somos; foram concebidos para refletir e exaltar a natureza humana, não para falsificá-la. Pelo contrário, toda a metafísica cristã tem seu cerne na negação de si próprio e no culto de características doentias que buscam extirpar nossos instintos básicos e escarnecer nossa natureza; encontram sua expressão máxima no culto à castidade e à submissão, na resignação ante o mundo, no elogio do sofrimento – tanto que seu símbolo é um chandala ensangüentado e pregado a uma cruz. Diante dessa perspectiva, poderíamos supor que todo médico deveria ter o cuidado de precaver seus pacientes contra a prática insalubre de ser cristão; mas isso sequer chega a ser necessário, porque poucos são suficientemente tolos para realmente viver seus princípios, não apenas porque seriam miseravelmente infelizes, e é provável que acabassem internados num manicômio – ou num convento –, mas principalmente porque não conseguem os sentir sinceramente como algo íntimo e pessoal. Por isso permanece, como sempre foi, uma religião de fachada, algo que não deve ser praticado, mas apenas encenado; ser cristão, portanto, é apenas uma questão de discrição; em outros termos: se queres paz, te prepara para a farsa. Não obstante, seria errôneo culpar a religião pela nossa necessidade de mentir; pois é provável que não passe de um artifício inventado para tornar a mentira, se não desejável, ao menos digna de respeito. Como vemos no exemplo acima, depois de conviver algum tempo com tal sistema, apreendemos suas regras de modo indireto; intuitivamente, delineamos as fronteiras entre ambas as coisas – entre o real e o convencional. Uma explicação plausível para a existência dessa cisão tão radical entre o que somos e o que aparentamos ser aos demais pode ser encontrada em nossa própria natureza; no fato de que não é apenas inconveniente ser honesto sem reservas, mas que o ideal dessa honestidade não pode ser alcançado, pois é impossível fazer com que os demais apreendam nosso íntimo, e vice versa. Aquilo que em nós corre tão livremente não pode ser representado senão por símbolos convencionados que esvaziam quase completamente aquilo que está sendo comunicado; ou seja, mesmo com a mais franca honestidade a respeito de algo que sentimos, nas mentes dos demais, nossa explicação está para uma fotografia como o sentimento em si está para a paisagem original que, entretanto, não pode ser visitada. Como estamos inescapavelmente presos à sina de ter de viver em nossa própria pele e somos completamente incapazes de apreender o íntimo de outro ser humano da mesma maneira que sentimos a nós próprios enquanto seres subjetivos, eis que temos a primeira divisão da realidade: o eu como ente subjetivo e os demais como entes objetivos. É certo que somos capazes de alguma alteridade, isto é, de nos colocarmos, in abstracto, na situação de outro indivíduo enquanto ser subjetivo como nós próprios, mas isso, além de exigir algum esforço intelectual, dificilmente é empregado senão em nosso próprio benefício, já que é muito raro realmente nos preocuparmos com questões alheias para além do que parece desejável em termos de cortesia. Desse modo, numa interação interpessoal, desenha-se mais ou menos a seguinte situação. Temos dois indivíduos; ambos são seres subjetivos bastante conscientes de suas verdadeiras opiniões e motivos íntimos quanto a tudo que os interessa; na sua relação, todavia, só são capazes de alcançar a camada mais superficial um do outro, isto é, aquilo que se apresenta objetivamente ante seus olhos. Sendo que todo ser humano é única e exclusivamente egoísta, cada qual buscará sua própria satisfação através de jogos que exploram esse abismo do incomunicável, sem nunca deixar transparecer claramente suas intenções de modo escancarado; e isso também porque nosso íntimo é constituído de elementos tão mesquinhos e vis que dificilmente outro indivíduo conseguiria disfarçar a repulsa caso nos mostrássemos tais e quais – tanto quanto isso é possível. Não obstante, todos têm consciência desse caráter teatral da sociedade, e de bom grado se limitam a jogar com as aparências exteriores como uma espécie de linguagem maquiada e vaga que nos poupa de manipular diretamente as vísceras de nossa natureza. Talvez isso sirva para que sejamos capazes de suportar a vida em sociedade sem azedar o estômago a cada conversa. Vejamos um caso hipotético que ilustra tal fenômeno educadamente. – Um indivíduo acorda ao som do despertador vagabundo e infernal que ganhou de um amigo, mesmo que na época tenha dito que adorou o presente com um sorriso que ambos perceberam ser falso e, por polidez, mantiveram silêncio. Vai até o banheiro, escova os dentes, não porque se sente maravilhado pela sensação refrescante do creme dental, mas porque sabe ter hálito terrível, e isso muitas vezes já lhe causou constrangimentos. Faz a barba, penteia o cabelo, passa o gel, o desodorante etc.; defeca anonimamente enquanto lê os acontecimentos interessantes no jornal para que tenha algum assunto sobre o qual conversar caso encontre algum conhecido com quem não tenha nada em comum. Veste seu uniforme de trabalho e caminha até o ponto de ônibus. Enquanto espera, um velho colega passa de carro e lhe oferece carona até o trabalho; mas recusa e diz que infelizmente já combinou tomar o ônibus com um amigo, sendo que na verdade apenas não suporta a companhia desse indivíduo, e disse a primeira coisa que lhe veio à cabeça para evitar meia hora de conversas incrivelmente enfadonhas e vulgares sobre suas dificuldades pessoais e sobre o quanto está sofrendo por ter sido abandonado por sua esposa. Sendo que já havia inventado dezenas de desculpas esfarrapadas com o mesmo propósito, o conhecido diz “tudo bem, parceiro, fica para a próxima”, e continua dirigindo enquanto pensa “esse imbecil é orgulhoso demais para aceitar sequer uma carona”; “até mais, e obrigado mais uma vez”, responde, enquanto olha aos lados fingindo procurar o suposto amigo que tomaria com ele o ônibus, até que o carro saísse de sua vista. Suspira aliviado por ter driblado o inconveniente de alugar seu ouvido com asneiras que não lhe importavam, e logo vê chegar o ônibus que esperava; levanta-se, sobe os degraus, se acomoda numa cadeira e desaparece rumando a mais um dia previsível em que terá de suportar em silêncio os desmandos de seu patrão. O desconhecido que sentava ao seu lado enquanto tal fato ocorria aparentava desatenção, mas, para aliviar o tédio, acompanhou tudo que sucedeu e, vendo que não chegou amigo algum para acompanhá-lo, pensou consigo: “tempo perdido; se ao menos houvessem discutido teria sido mais interessante”. Esse tipo de acontecimento banal e corriqueiro é algo que sequer consideraríamos hipócrita; como não causa prejuízo algum, não vemos isso como uma mentira, mas somente como um modo de nos esquivarmos de inconvenientes pela lei do mínimo esforço. O fato é que, se fôssemos obrigados a dizer a verdade ante cada situação incômoda, provavelmente viveríamos numa guerra perpétua motivada por banalidades que, talvez, para nós, sejam coisas realmente insignificantes, mas que, para os demais, podem representar uma profunda ofensa à vaidade pessoal – algo que certamente tratarão de vingar. Arriscar nossa integridade física por amor à verdade de que o penteado do indivíduo com o qual conversamos é ridículo não é algo socialmente inteligente; então, para todos os efeitos, nunca vimos um corte tão moderno. Como se vê, mentimos ou revelamos a verdade parcial ou integralmente na medida de nossos interesses pessoais. Por tal razão, convém não levarmos muito a sério aquilo que os demais pensam a nosso respeito, visto que nunca se sabe quanto há de verdade naquilo que é dito; e, mesmo que fosse realmente sincero aquilo que se diz, ninguém tem acesso direto ao objeto ao qual se refere a observação, exceto nós próprios, caso já nos tenhamos iniciado no conhece-te a ti mesmo. Quantas vezes a confissão mais íntima e sincera nos choca completamente não pela sua verdade, mas por quão completamente erra o alvo. Isso evidencia como é difícil chegar a ter uma noção razoavelmente clara do que há no interior de cada um, especialmente se não formos a pessoa em questão. Em contrapartida, não há método mais confiável para arrancar a verdade de alguém que enfurecê-lo até que se descontrole e use tudo aquilo que pensa como arma. E isso é realmente algo interessante do ponto de vista estratégico, desde que já tenhamos nos habituado a uma absoluta honestidade para com nós próprios, de modo que uma verdade dita a nosso respeito, mesmo incômoda, não possa nos enfurecer igualmente e fazer com que percamos a vantagem. Pois, se algo é verdadeiro, não há por que levantar protestos contra a verdade; e, se algo é falso, não há por que nos incomodarmos com algo que não se aplica a nós. Nisso vemos um exemplo da importância de discernir entre a verdade de fato e as meras aparências. Constatando quanto há de oco, enganoso e baixo em todas as relações entre os indivíduos, percebemos como é prejudicial ao nosso bem-estar alimentar uma noção equivocada da natureza humana e das relações entre os homens. É comum imaginarmos que nós próprios estamos, por assim dizer, do lado de fora do teatro, especialmente quanto se trata de nossas relações mais íntimas. Mas esse é um tipo de ilusão ingênua que melhor fazemos em extirpar nós próprios, com o cuidado de nos ferirmos o mínimo possível; do contrário, será eventualmente desmentida por um infortúnio que nos devasta completamente sem a menor piedade. Sem dúvida, cultivar noções ideais sobre a integridade e honradez dos indivíduos é um dos melhores modos de nos decepcionarmos; o máximo que, com sorte, podemos esperar encontrar é um equilíbrio justo na exploração um do outro, ou seja, um relacionamento saudável. Assim, não devemos supor que encontraríamos no íntimo dos indivíduos o mesmo que exibem em seu comportamento exterior. Com isso nos acostumaríamos a tomar por verdadeiras fachadas teatrais, adotando como desejáveis noções completamente convencionais que, com razão, fariam com que nos sentíssemos diferentes, deslocados e solitários. Ao julgar a questão, ao tentar discernir entre o autêntico e o afetado, é mais prudente tomarmos a grande diferença entre o que somos e o que exibimos aos demais como referência, pois é provável que façam o mesmo e com a mesma malícia, ainda que essa idéia nos repugne por lançar por terra todas as nossas idéias poéticas e delicadas sobre a amizade sincera – isto é, onde todos são idiotas e apenas nós temos o direito de pensar uma coisa e dizer outra.
/André Díspore Cancian

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Em meia-luz sinto o que estou
[ainda não sei se sou
um meio sorriso inda que falso
um olhar cansado descobrindo limites
uma voz fraca a dizer e a coragem de dizê-lo
uma acumulação de pequenas memórias
num dia de cinzas.]

[Cercada de coisas estranhas produzindo versos na espera de um poema
vou me perguntando se somente em pedaços aprendemos a buscar todo o
desejado que caminha rumo a lugar nenhum,
dando duro sem reconhecimento,
sem me importar com o tamanho da ferida que passo a carregar]

[Eu sinto muito
por nada
por existirem palavras
por celebrarem a amizade
pela dificuldade de ser feliz
por sobreviver a cada pôr-do-sol
pela sensibilidade causada ao abrir a porta e partir.]

[Eu sinto muito
em algum momento
no mínimo momento
na insegurança
e no querer saber por que não há valor.]

[Eu sinto muito
por complicar aquilo que é simples
por aprender só depois de ter perdido quando poderia me apegar a tudo aquilo que sei
por olhar ao redor há horas com pura secura e não perceber uma coisa nem outra]

[Eu sinto muito
por ouvir minha própria voz
por não buscar outros sentidos
por saber que não existe um sentido
por ignorar os fortes gritos mais dóceis que o riso.]

Dentre mil viagens que a vida pode proporcionar,
prefiro àquelas feitas contigo
[sábio,
seu poder de simplificação,
da sua voz a qualidade de agudos, médios e graves
perfeitamente engajados num sentido único e conciso,
resultado de uma melodia que passarei a vida assobiando,
como se fosse tudo bem simples.]

[Eu sinto muito
mas não quero sentir.
Proponho tempos raros,
uma poesia alucinante
e uma seqüência de imagens inesquecíveis.]

Juntemos nossas vidas
transformaremos num reino,
cada um conquistando o que tecer.
E o que agora [Sinto muito
é querer estar contigo
dias e dias entre
palmas e palmeiras
entre o primeiro e o último grito de guerra
entre os muros e as grades protegida
pelos duros músculos de você, meu herói
entre lágrimas e sangues derramando-se
ao chão em busca do querer-estar.]

E aqui [Estou
de corpo,
asas e
feridas.

Para você: farturas de amor e realizações
definindo minha identidade nas extensões
corporais de nós mesmos.]

É obscura a condição
mas há muito o que [caminhar
além dos olhos;
além do sentir;
além do amar;
além da necessidade de
Eu sentir muito.]

/Flávia Dellamura. - Paraíso Niilista.
~ oque falta é liberdade pra se ter uma vida perfeita. ;~

se eu tivesse autonomia. ráaa. ã/ tudo seria tão diferente.
maas sei qe seria muito pedir autonomia plena agora. então oqe realmente desejo é uma sociedade niilista. maas não qe todo mundo pense assim, dessa forma. mas qe pelo menos os qe erradamente mandam em mim.
e eu sei qe não tôu errada em qerer isso; viver sob regras chatas é insuportável. viver com alguém trilhando seu caminho antes mesmo de você é humilhante. é como se vcê não pudesse pensar por sí próprio. ¬¬'
mas eu tenho convicção de qe não sou tão retardada ao ponto de não poder mandar em mim mesma.

“O que é bom? – Tudo aquilo que desperta no homem o sentimento de poder, a vontade de poder, o próprio poder. O que é mal? - Tudo o que nasce da fraqueza. O que é a felicidade? – A sensação de que o poder cresce, de que uma resistência foi vencida.”

será qe dai começam a entender o qe eu sinto?
;x


“… e logo reconhecereis qual a vantagem de sempre ter todas as forças à sua disposição, de sempre estar pronto para qualquer eventualidade e de transportar-se, por assim dizer, sempre todo inteiro consigo mesmo.” - ainda não. ;/

-
“E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: ‘Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de retornar, e tudo na mesma ordem e sequência’ - [...] Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal em que lhe responderias: ‘Tu és um deus, e nunca ouvi nada mais divino!’” - tão divino quanto o conceito de família qe me é imposto. ;x

eu enjoei dessa palhaçada.
eu parei de rir á muito tempo. ;x
jáa 'pensei o quanto desconfortável é ser trancado do lado de fora; e pensei - e vivi - o quanto é pior, talvez, ser trancado no lado de dentro.'

enfim. eu odeio as regras ignóbeis sob qual vivo.
"Todo naturalismo na moral, isto é, toda sã moral, está dominada pelo instinto da vida; [...] A moral antinatural, isto é, toda moral ensinada, venerada e predicada até agora, se dirige, ao contrário, contra os instintos vitais e é uma condenação já secreta, já ruidosa e descarada desses instintos.”
Assim, "Sem espaço, um ator é nada mais que um robô insignificante com um tórax repleto de botões."

-
~~ aah; o qe há entres aspas são pedaçinhos de textos do Nietzsche, Rousseau, Virginia Woolf e James Dean ~~

hm. tbm tem um poeminha qe axei no blog Encosta no Mar. e diz mais ou menos o mesmo qe Nietzsche diz na frase: " ... Não poríamos a mão no fogo pelas nossas opiniões: não temos assim tanta certeza delas. Mas talvez nos deixemos queimar para podermos ter e mudar as nossas opiniões.... ". táa aê :



"Ser livre é querer ir e ter um rumo
e ir sem medo,
mesmo que sejam vãos os passos.
É pensar e logo
transformar o fumo
do pensamento em braços.
É não ter pão nem vinho,
só ver portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritar
e só de pensar ir
ir e chegar ao fim."


{Armindo Rodrigues}


-
enfim. vcês não em a mínima noção do ódio qe tôu sentindo nesse instante. =/

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

... "Não existe um investimento seguro. Amar é ser vulnerável. Ame qualquer coisa e seu coração irá certamente ser espremido e possivelmente partido. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, não deve dá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em passatempos e pequenos confortos, evite todos os envolvimentos, feche-o com segurança no esquife, ou no caixão do seu egoísmo. Mas nesse esquife -- seguro, sombrio, imóvel, sufocante -- ele irá mudar. Não será quebrado, mas vai tornar-se inquebrável, impenetrável, irredimível. O único lugar fora do céu onde você pode manter-se perfeitamente seguro contra todos os perigos e perturbações do amor é o inferno." (C.S. Lewis)
O que não me mata
Eu transformo em poesia
/Náusea - Lestics