insignificâncias.
Os meus jacarés de pelúcia.
quinta-feira, 19 de março de 2009
(p. 97) Modernidade Líquida. Zygmunt Bauman. Jorge Zahar Editor, 2001.
Essa obra de arte que queremos moldar a partir do estofo quebradiço da vida chama-se “identidade”. Quando falamos de identidade há, no fundo de nossas mentes, uma tênue imagem de harmonia, lógica, consistência: todas as coisas que parecem - para nosso desespero eterno - faltar tanto e tão abominavelmente ao fluxo de nossa experiência. A busca da identidade é a busca incessante de deter ou tornar mais lento o fluxo, de solidificar o fluido, de dar forma ao disforme. Lutamos para negar, ou pelo menos enconbrir, a terrível fluidez logo abaixo do fino envoltório da forma; tentamos desviar os olhos de vistas que eles não podem penetrar ou absorver. Mas as identidades, que não tornam o fluxo mais lento e muito menos o detêm, são mais parecidas com crostas que vez por outra endurecem sobre a lava vulcânica e que se fundem e dissolvem novamente antes de ter tempo de esfriar e fixar-se.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
E porquê motivo elementar continuamos a brincadeira triste?
No final, somos cavaleiros ou bobos que vivem atrás de reinados.
Viver por viver? Aliás, exisitir por existir?
Viver por viver? Aliás, exisitir por existir?
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Aparência e meu jeito manso de ser - G. Missali | Revista Offline, n°9
Não produzo, apenas reproduzo. Compro uma meia dúzia de livros de citações e vomito por aí máximas, aforismos, pérolas, enfim, chavões que fazem as pessoas me verem como um ser culto, distinto, sábio, que domina as palavras. Acho que é por esse motivo que o preço dessas obras está em ascensão nos últimos tempo. Nota-se um quê de glamourização quando da reprodução maquinal de citações famosas. To be or not to be? Há um fetichismo canhestro no ambiente. Tudo soa por demais artificial, postiço, corega tabs (que me desculpem os desdentados).
Intelectual, eu? Mera ilusão... Se soubessem como é simples andar de salto na passarela fashion week cultural. Basta "dar um google" e sair recitando frases desconexas, citações dum Zé Mané qualquer, que seu público-marionete o enxergará como a encarnação de Oscar Wilde. Para provocar melhor impressão, experimentem misturar, isto é, fazer um mix com expressões inglesas, alright? Garanto para vocês: o show será o must. Seus ouvintes o aplaudirão de pé. Os que ousarem ilustrar suas falar com expressões latinas, então, nem queiram saber. No mínimo serão venerados e joelhos ad aeternum. Habemus Papa!
Sei lá... A cultura hoje em dia anda tão manca, coitada. Primeiramente no universo escrito. É cada vez maior o número de autores que escreveram sobre livros que não leram, já repararam? Pode parecer estranho, digo, até um paradoxo à primeira vista, mas com o tempo agente se acostuma. Afina, há tempo nos acostumamos com aquele programa televisivo mostrando-nos apenas um lado da moeda. Incrível! Contudo, para muitos isso será uma enorme revelação. É assustador constatar como povo-massa-de-manobra acredita piamente nas promessas quixotescas e colossais de certos políticos em vésperas de eleição, bem como em recorrentes barafundas midiáticas. Por que iríamos, então, desconfiar que alguém nos transmitiria alguma mentira, balela? Impossível! Jornalistas, escritores, advogados, professores, analisas políticos, enfim, todo o corpo profissional que lida com a formação de opinião, em tese, teria um compromisso a zelar com a suposta verdade. Jamais colocaria a sua reputação em xeque.
De fato, se estivéssemos num país ideal, o cenário acima seria alarmante, provocaria repulsa até no mais incauto dos cidadãos. Imaginem uma emissora e TV, por exemplo, compactuar com falsos seqüestradores para gravar um entrevista? Lógico, tudo pelo status, ops!, pelo Ibope. Por conta do embate pela audiência, parcela da mídia abandonou os seus princípios, se assim podemos colocar, faz tempo. Não é de hoje que canais praticamente monopolizadores utilizam de sua força e abrangência para alavancar a vida de políticos, ou, por que não, "dar uma mãozinha" para"elegê-los"? Afinal, ninguém vai perceber, mesmo. E, se percebe, ficará calado ou, no máximo , enviará o seu descontentamento para um veículo de comunicação qualquer e pronto. É mais um para importunar, "que não tem o que fazer". Haja mordaça!
Não acreditem nesse ser polêmico que aqui escreve. Ou acreditem, e passem a encaram a realidade com olhos e ouvidos de quem, com efeito, os têm.
É fácil, gostosa até, a sensação de comodismo. Chega a ser, confesso, prazerosa tal situação. Pra quê se dar ao trabalho de correr atrás, perquirir os fatos e contrastar as falsas e furadas versões apresentadas de bandeja para nós? Ah, como é confortável chegarmos em casa, após um dia exaustivo de trabalho, apertar o botão do controle remoto e do computador (como naquelas máquinas de salgadinhos e refrigerantes) e sermos metralhados por notícias tão bem arquitetadas, tão bem enlatadas! Algumas, inclusive, apelando para o lado emocional, provocam a indignação de seus destinatários. Tal modalidade é recorrentemente utilizada com maestria para casos de comoção popular, na qual o indivíduo é conduzido mansamente pelo caminho mais cômodo ao sabor da ocasião.
Como afirmo, estamos acostumados com a domesticação barata. Por isso, não discordo quando estou numa roda de discussão. Fica tão agradável concordar com o meu debatedor. Evito entrar em conflitos. Dá um trabalho danado. Quem faz isso passa a ser visto como chato de galocha, um mala sem alça, sempre querendo polemizar, encontrar "pêlo em ovo" e por aí vai. (mas e se tiver, mesmo, um pêlo no ovo? Cale a boca!) Logo, prefiro aceitar com subserviência a opinião do outro, elogiando as observações extremamente pertinentes e atentas da parte contrária. O clima fica mais leve, ameno e harmônico. Tudo parecem flores. Os pássaros cantam tranqüilos. O verde das árvores fica mais alegre... E assim me torno mais alienado. Viva a manipulação! Salve o pão e circo!
Intelectual, eu? Mera ilusão... Se soubessem como é simples andar de salto na passarela fashion week cultural. Basta "dar um google" e sair recitando frases desconexas, citações dum Zé Mané qualquer, que seu público-marionete o enxergará como a encarnação de Oscar Wilde. Para provocar melhor impressão, experimentem misturar, isto é, fazer um mix com expressões inglesas, alright? Garanto para vocês: o show será o must. Seus ouvintes o aplaudirão de pé. Os que ousarem ilustrar suas falar com expressões latinas, então, nem queiram saber. No mínimo serão venerados e joelhos ad aeternum. Habemus Papa!
Sei lá... A cultura hoje em dia anda tão manca, coitada. Primeiramente no universo escrito. É cada vez maior o número de autores que escreveram sobre livros que não leram, já repararam? Pode parecer estranho, digo, até um paradoxo à primeira vista, mas com o tempo agente se acostuma. Afina, há tempo nos acostumamos com aquele programa televisivo mostrando-nos apenas um lado da moeda. Incrível! Contudo, para muitos isso será uma enorme revelação. É assustador constatar como povo-massa-de-manobra acredita piamente nas promessas quixotescas e colossais de certos políticos em vésperas de eleição, bem como em recorrentes barafundas midiáticas. Por que iríamos, então, desconfiar que alguém nos transmitiria alguma mentira, balela? Impossível! Jornalistas, escritores, advogados, professores, analisas políticos, enfim, todo o corpo profissional que lida com a formação de opinião, em tese, teria um compromisso a zelar com a suposta verdade. Jamais colocaria a sua reputação em xeque.
De fato, se estivéssemos num país ideal, o cenário acima seria alarmante, provocaria repulsa até no mais incauto dos cidadãos. Imaginem uma emissora e TV, por exemplo, compactuar com falsos seqüestradores para gravar um entrevista? Lógico, tudo pelo status, ops!, pelo Ibope. Por conta do embate pela audiência, parcela da mídia abandonou os seus princípios, se assim podemos colocar, faz tempo. Não é de hoje que canais praticamente monopolizadores utilizam de sua força e abrangência para alavancar a vida de políticos, ou, por que não, "dar uma mãozinha" para"elegê-los"? Afinal, ninguém vai perceber, mesmo. E, se percebe, ficará calado ou, no máximo , enviará o seu descontentamento para um veículo de comunicação qualquer e pronto. É mais um para importunar, "que não tem o que fazer". Haja mordaça!
Não acreditem nesse ser polêmico que aqui escreve. Ou acreditem, e passem a encaram a realidade com olhos e ouvidos de quem, com efeito, os têm.
É fácil, gostosa até, a sensação de comodismo. Chega a ser, confesso, prazerosa tal situação. Pra quê se dar ao trabalho de correr atrás, perquirir os fatos e contrastar as falsas e furadas versões apresentadas de bandeja para nós? Ah, como é confortável chegarmos em casa, após um dia exaustivo de trabalho, apertar o botão do controle remoto e do computador (como naquelas máquinas de salgadinhos e refrigerantes) e sermos metralhados por notícias tão bem arquitetadas, tão bem enlatadas! Algumas, inclusive, apelando para o lado emocional, provocam a indignação de seus destinatários. Tal modalidade é recorrentemente utilizada com maestria para casos de comoção popular, na qual o indivíduo é conduzido mansamente pelo caminho mais cômodo ao sabor da ocasião.
Como afirmo, estamos acostumados com a domesticação barata. Por isso, não discordo quando estou numa roda de discussão. Fica tão agradável concordar com o meu debatedor. Evito entrar em conflitos. Dá um trabalho danado. Quem faz isso passa a ser visto como chato de galocha, um mala sem alça, sempre querendo polemizar, encontrar "pêlo em ovo" e por aí vai. (mas e se tiver, mesmo, um pêlo no ovo? Cale a boca!) Logo, prefiro aceitar com subserviência a opinião do outro, elogiando as observações extremamente pertinentes e atentas da parte contrária. O clima fica mais leve, ameno e harmônico. Tudo parecem flores. Os pássaros cantam tranqüilos. O verde das árvores fica mais alegre... E assim me torno mais alienado. Viva a manipulação! Salve o pão e circo!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Não visite mais este blog. (:
Ás vezes, parece que não tenho algo a dizer, parece que não tenho extatamente nada a dizer.
Mas eu quero dizer. Preciso.
E lá no fundo, bem no fundo, sei que tenho sim algo a dizer.
Mas ainda não sei como. :~
-
Ouçam Jay Vaquer e Jack Johnson (: sempre.
Mas eu quero dizer. Preciso.
E lá no fundo, bem no fundo, sei que tenho sim algo a dizer.
Mas ainda não sei como. :~
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Ouçam Jay Vaquer e Jack Johnson (: sempre.
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O que não me mata/Náusea - Lestics
Eu transformo em poesia