sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

E porquê motivo elementar continuamos a brincadeira triste?

No final, somos cavaleiros ou bobos que vivem atrás de reinados.
Viver por viver? Aliás, exisitir por existir?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Boas pessoas.

"...descobri que o Deus que as pessoas veneram é o Sucesso e não a Grandeza."

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mordeu e feriu.

MUDANÇA, JÁ!

Aparência e meu jeito manso de ser - G. Missali | Revista Offline, n°9

Não produzo, apenas reproduzo. Compro uma meia dúzia de livros de citações e vomito por aí máximas, aforismos, pérolas, enfim, chavões que fazem as pessoas me verem como um ser culto, distinto, sábio, que domina as palavras. Acho que é por esse motivo que o preço dessas obras está em ascensão nos últimos tempo. Nota-se um quê de glamourização quando da reprodução maquinal de citações famosas. To be or not to be? Há um fetichismo canhestro no ambiente. Tudo soa por demais artificial, postiço, corega tabs (que me desculpem os desdentados).
Intelectual, eu? Mera ilusão... Se soubessem como é simples andar de salto na passarela fashion week cultural. Basta "dar um google" e sair recitando frases desconexas, citações dum Zé Mané qualquer, que seu público-marionete o enxergará como a encarnação de Oscar Wilde. Para provocar melhor impressão, experimentem misturar, isto é, fazer um mix com expressões inglesas, alright? Garanto para vocês: o show será o must. Seus ouvintes o aplaudirão de pé. Os que ousarem ilustrar suas falar com expressões latinas, então, nem queiram saber. No mínimo serão venerados e joelhos ad aeternum. Habemus Papa!
Sei lá... A cultura hoje em dia anda tão manca, coitada. Primeiramente no universo escrito. É cada vez maior o número de autores que escreveram sobre livros que não leram, já repararam? Pode parecer estranho, digo, até um paradoxo à primeira vista, mas com o tempo agente se acostuma. Afina, há tempo nos acostumamos com aquele programa televisivo mostrando-nos apenas um lado da moeda. Incrível! Contudo, para muitos isso será uma enorme revelação. É assustador constatar como povo-massa-de-manobra acredita piamente nas promessas quixotescas e colossais de certos políticos em vésperas de eleição, bem como em recorrentes barafundas midiáticas. Por que iríamos, então, desconfiar que alguém nos transmitiria alguma mentira, balela? Impossível! Jornalistas, escritores, advogados, professores, analisas políticos, enfim, todo o corpo profissional que lida com a formação de opinião, em tese, teria um compromisso a zelar com a suposta verdade. Jamais colocaria a sua reputação em xeque.
De fato, se estivéssemos num país ideal, o cenário acima seria alarmante, provocaria repulsa até no mais incauto dos cidadãos. Imaginem uma emissora e TV, por exemplo, compactuar com falsos seqüestradores para gravar um entrevista? Lógico, tudo pelo status, ops!, pelo Ibope. Por conta do embate pela audiência, parcela da mídia abandonou os seus princípios, se assim podemos colocar, faz tempo. Não é de hoje que canais praticamente monopolizadores utilizam de sua força e abrangência para alavancar a vida de políticos, ou, por que não, "dar uma mãozinha" para"elegê-los"? Afinal, ninguém vai perceber, mesmo. E, se percebe, ficará calado ou, no máximo , enviará o seu descontentamento para um veículo de comunicação qualquer e pronto. É mais um para importunar, "que não tem o que fazer". Haja mordaça!
Não acreditem nesse ser polêmico que aqui escreve. Ou acreditem, e passem a encaram a realidade com olhos e ouvidos de quem, com efeito, os têm.
É fácil, gostosa até, a sensação de comodismo. Chega a ser, confesso, prazerosa tal situação. Pra quê se dar ao trabalho de correr atrás, perquirir os fatos e contrastar as falsas e furadas versões apresentadas de bandeja para nós? Ah, como é confortável chegarmos em casa, após um dia exaustivo de trabalho, apertar o botão do controle remoto e do computador (como naquelas máquinas de salgadinhos e refrigerantes) e sermos metralhados por notícias tão bem arquitetadas, tão bem enlatadas! Algumas, inclusive, apelando para o lado emocional, provocam a indignação de seus destinatários. Tal modalidade é recorrentemente utilizada com maestria para casos de comoção popular, na qual o indivíduo é conduzido mansamente pelo caminho mais cômodo ao sabor da ocasião.
Como afirmo, estamos acostumados com a domesticação barata. Por isso, não discordo quando estou numa roda de discussão. Fica tão agradável concordar com o meu debatedor. Evito entrar em conflitos. Dá um trabalho danado. Quem faz isso passa a ser visto como chato de galocha, um mala sem alça, sempre querendo polemizar, encontrar "pêlo em ovo" e por aí vai. (mas e se tiver, mesmo, um pêlo no ovo? Cale a boca!) Logo, prefiro aceitar com subserviência a opinião do outro, elogiando as observações extremamente pertinentes e atentas da parte contrária. O clima fica mais leve, ameno e harmônico. Tudo parecem flores. Os pássaros cantam tranqüilos. O verde das árvores fica mais alegre... E assim me torno mais alienado. Viva a manipulação! Salve o pão e circo!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

sempre CONFUSA. :~

Não visite mais este blog. (:

Ás vezes, parece que não tenho algo a dizer, parece que não tenho extatamente nada a dizer.
Mas eu quero dizer. Preciso.
E lá no fundo, bem no fundo, sei que tenho sim algo a dizer.
Mas ainda não sei como. :~


-
Ouçam Jay Vaquer e Jack Johnson (: sempre.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

¬¬'

Eu me iludo
Tu me iludes
Ele me ilude
Nós me iludimos
Vós me iludis
Eles me iludem

-
E eu deixo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."

Porque não experimentar o que é desconhecido? Ora, torna-se mais bem resolvido aquele ser que descobriu vivendo os tabus e as dádivas da vida.
Porque ler histórias alheias sobre experiências alheias não faz ninguém sentir as sensações que a vida oferece.
Aproveitar a vida e traça-la por si mesmo é tão interessante que aqueles que o fazem têm seus nomes estampados em biografias espalhadas pelas bibliotecas e livrarias deste mundo.
Viver é tão interessante e essencialmente pitoresco e experimentar de tudo com bom senso me permite decidir por mim mesma o que gosto ou não; acho qe isso me deixa mais forte (ter opinião).
Até mesmo, se fosse possível, gostaria de morrer mais de uma vez: acidente automobilístico, câncer, suicídio, idade; simplesmente para saber de que jeito gostaria de morrer oficialmente.

• Experimente! Cabeça 'aberta' é o segredo da intensidade apaixonante que é viver. oO'

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sentir-se em casa.

Ontem eu não precisei usar máscara alguma.

Superlativo de 'clichê'.

Intrinsecamente no que se vê sou uma gota d'água ou um grão de areia; cito os dois pois, ora, para representar o meu eu apenas importa ter minha imagem e semelhança: ser mudo e indecentemente pequeno.
Além do que se vê, se divida em duas artes, posso afirmar que metade de mim é lembranças do que fui e que a outra metade é o mistério do conjunto do que fiz e lembro mais o que farei e pensarei em fazer.
E comumente e insignificante, já que ninguém falou o que não era sabido, já que ninguém notou no que havia sentido, já que ninguém chorou pela descrença no infinito, já que ninguém levou a culpa pelo que foi dito, posso ser o reflexo do ninguém no espelho, já que diferença alguma faz a minha existência.
Realista e caminhando na realidade de ser quem posso ser, sem compreender exatamente o que vem a ser o ser, tento intensamente mudar o canal desta vida real, que por enquanto se imprime infinito.
Juro: não foi assim que sonhei essa vida.
Tão cool, maquiavelando particularmente cada ação: esta é a face que o mundo externo conhece do meu eu. Mas é porque a face frágil é a face localizada onde os olhos não alcançam.
Profiro que não ligo se vão notar, profiro que confio, profiro que não sei viver sem algo ou alguém: profiro meias verdades.
Porque na verdade minha suposta hipocrisia se importa se notam, minha suposta falsidade se importa se confio e a suposta segurança da minha solidão se importas se gosto. Inclusive gostar é falácia: hábito dos de minha espécie, mania, obsessão e compulsão, necessidade inútil.
E o que me consome, o que me consola, o que me atola, o que me atura, o que me chateia, o que me incendeia, o que me apaga, o que me assola, o que me persegue,o que me assusta, o que me domina e o que me fascina são realmente o ser por ser.
Analisando-me enfim percebo que ter controle não é ter paz.
Enquanto na cabeça as verdades absolutas (panacéias) se reviram sinto uma estranha alegria em ser essencialmente ignorante. E romântica afirmo sem certeza que ser é o pardoxo entre obscuro e regalado mais bonito que já houve sobre o globo terrestre. Ser: tão comum e incomum; cruz e dádiva.

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Idéias/frases retiradas das músicas: Metade (Oswaldo Montenegro), Pais e filhos (Legião Urbana), Ninguém | Divã (Jay Vaquer), Somos quem podemos ser | Vida real | Até mais (Engenheiros do Hawaii) e Ta-hi (regravação de Carmem Miranda por Fernanda Takai)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Blé.

É realmente mais fácil escrever enfatizando os defeitos, mas
pulverizar a mente também é pulverizar o coração.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Fomos - Jay Vaquer ( à um deles e sobre um deles. )

Cabe alguma explicação?
Medos que não eram nossos
Nunca foi nossa intenção
Espalhar tantos destroços
O que fomos não será
Definido por palavras fáceis
Que alguém dirá
Não estará nos calendários, dicionários
Nem nas buscas do google

Quis manter meus pés no chão
Despenquei do mesmo jeito
Na tábua de salvação
Escorreguei, mais um defeito
Não sabia o que esperar
E esperei pelo pior
Mas o pior foi piorar
Quando eu entendi que te perdi
Por me perder
Ao ser o que eu não era
Hoje eu sei...
Hoje, eu só
O que não me mata
Eu transformo em poesia
/Náusea - Lestics