É realmente mais fácil escrever enfatizando os defeitos, mas
pulverizar a mente também é pulverizar o coração.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Fomos - Jay Vaquer ( à um deles e sobre um deles. )
Cabe alguma explicação?
Medos que não eram nossos
Nunca foi nossa intenção
Espalhar tantos destroços
O que fomos não será
Definido por palavras fáceis
Que alguém dirá
Não estará nos calendários, dicionários
Nem nas buscas do google
Quis manter meus pés no chão
Despenquei do mesmo jeito
Na tábua de salvação
Escorreguei, mais um defeito
Não sabia o que esperar
E esperei pelo pior
Mas o pior foi piorar
Quando eu entendi que te perdi
Por me perder
Ao ser o que eu não era
Hoje eu sei...
Hoje, eu só
Medos que não eram nossos
Nunca foi nossa intenção
Espalhar tantos destroços
O que fomos não será
Definido por palavras fáceis
Que alguém dirá
Não estará nos calendários, dicionários
Nem nas buscas do google
Quis manter meus pés no chão
Despenquei do mesmo jeito
Na tábua de salvação
Escorreguei, mais um defeito
Não sabia o que esperar
E esperei pelo pior
Mas o pior foi piorar
Quando eu entendi que te perdi
Por me perder
Ao ser o que eu não era
Hoje eu sei...
Hoje, eu só
sábado, 31 de janeiro de 2009
Victória hoje.
Um dia eu li que o bom poeta não somente passa ao mundo o que sente,mas também passa ao mundo o que sente quando não consegue passar ao mundo o que sente. Tudo bem que é relativa essa questão de escrever bem ou não, porém depois que li este citado desisti.
Queria ainda um dia conseguir passar ao mundo a minha percepção através de versos, porém além de tudo percebi que há tantos e tantos versos, que todos possíveis já foram escritos e as palavras já foram usadas em ordens previsíveis ou não.
O fato é que sou mais uma profeta do óbvio ainda não adorada que pretendia escrever para viver.
Porém o escrever significa que houve uma percepção dos momentos, e quando isso acontece, acontece também uma auto analise, uma forma de não estar propriamente nos momentos e apenas olhá-los de fora da própria história.
Então decidi ser parte das minhas histórias, como nunca fiz, deixando o cargo de observadora para alguém que ainda acredita que não pode alterar os fatos e faze-los diferentes, para quem ainda acredita que própria vida é emprestada e não tão própria assim, completamente tão determinista e destinada.
Não mais, para mim, não mais. E quanto menos pósto com auto piedade, mais me sinto dona da história da minha vida.
Sabe quando acordamos para o mundo, assim, quando levamos aquele tombo em relação a qualquer verdade absoluta que acreditávamos ? Então, agora me sinto num momento desses, tão ruim, tão gostoso! Simplesmente sem nenhuma armadura psíquica, apenas transcendendo o que há aqui dentro, sem nenhuma censura, conhecendo a minha própria essência, aflita e sem segurança, porém consciente de que necessito saber quem existe dentro deste corpo que cá escreve lotado de estéticas pré-aceitas na sociedade, que não mais me fazem sentido.
Até um pouco eufórica, confesso, ainda estou escrevendo mais um fruto que nasceu a partir das minhas crises existências. E até o momento me parece ser os melhores dos frutos que já houveram, porque me sinto plenamente livre, livre das regras arbitrárias e artificiais que a sociedade impõe.
Atualmente eu não trocaria esta (in)segurança por nada.
Queria ainda um dia conseguir passar ao mundo a minha percepção através de versos, porém além de tudo percebi que há tantos e tantos versos, que todos possíveis já foram escritos e as palavras já foram usadas em ordens previsíveis ou não.
O fato é que sou mais uma profeta do óbvio ainda não adorada que pretendia escrever para viver.
Porém o escrever significa que houve uma percepção dos momentos, e quando isso acontece, acontece também uma auto analise, uma forma de não estar propriamente nos momentos e apenas olhá-los de fora da própria história.
Então decidi ser parte das minhas histórias, como nunca fiz, deixando o cargo de observadora para alguém que ainda acredita que não pode alterar os fatos e faze-los diferentes, para quem ainda acredita que própria vida é emprestada e não tão própria assim, completamente tão determinista e destinada.
Não mais, para mim, não mais. E quanto menos pósto com auto piedade, mais me sinto dona da história da minha vida.
Sabe quando acordamos para o mundo, assim, quando levamos aquele tombo em relação a qualquer verdade absoluta que acreditávamos ? Então, agora me sinto num momento desses, tão ruim, tão gostoso! Simplesmente sem nenhuma armadura psíquica, apenas transcendendo o que há aqui dentro, sem nenhuma censura, conhecendo a minha própria essência, aflita e sem segurança, porém consciente de que necessito saber quem existe dentro deste corpo que cá escreve lotado de estéticas pré-aceitas na sociedade, que não mais me fazem sentido.
Até um pouco eufórica, confesso, ainda estou escrevendo mais um fruto que nasceu a partir das minhas crises existências. E até o momento me parece ser os melhores dos frutos que já houveram, porque me sinto plenamente livre, livre das regras arbitrárias e artificiais que a sociedade impõe.
Atualmente eu não trocaria esta (in)segurança por nada.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
O que é ser Humano ?
Sou tão pequena: uma gota do oceano, um grão de areia de praia, um germe sobre a face terrestre.
E se isto não bastasse, sou paradoxalmente bipolar e tento suicídios por causa do marketing que estes provocam.
Então se o conjunto das escolhas de uma vida formam um ser, eu sou aquilo que essencialmente nasce dos problemas burgueses.
E apesar de fingir me importar, nunca me importo com nada além do ego.
Tão pequena, tão pequena, tão digna de pena: péssima pessoa.
Aliás, pessoa ?
E se isto não bastasse, sou paradoxalmente bipolar e tento suicídios por causa do marketing que estes provocam.
Então se o conjunto das escolhas de uma vida formam um ser, eu sou aquilo que essencialmente nasce dos problemas burgueses.
E apesar de fingir me importar, nunca me importo com nada além do ego.
Tão pequena, tão pequena, tão digna de pena: péssima pessoa.
Aliás, pessoa ?
Texto copiado de alguém, que não sei quem.
"Todos devemos anelar um mundo melhor. Viver e sentir a vida como algo próprio e não como algo emprestado.
Devemos saber também que o verdadeiro amor mora em silêncio dentro do coração e não se expressa através de palavras ocas, senão por atos do dia-a-dia.
Já ouvi uma música da Vanessa da Mata que diz "veja por esse ponto, há tantas pessoas especiais". Tenho comprovado que isso é verdade e fico mais feliz a cada dia que conheço mais uma dessas pessoas especiais."
Devemos saber também que o verdadeiro amor mora em silêncio dentro do coração e não se expressa através de palavras ocas, senão por atos do dia-a-dia.
Já ouvi uma música da Vanessa da Mata que diz "veja por esse ponto, há tantas pessoas especiais". Tenho comprovado que isso é verdade e fico mais feliz a cada dia que conheço mais uma dessas pessoas especiais."
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Essencialmente ninguém.
Ela nunca soube os porquês, simplesmente fora jogada no mundo, expelida;
e desde então não sabe o que faz e porque faz.
'ela vive' não é exatamente o que se pode dizer sobre sua existência mórbida.
Indigente de ideais, esperança e salvadores, ela perdeu-se.
Sem sensacionalismo, ela se virou até perceber que o próprio tudo não passava de um grande nada.
Cansada, desistiu.
e desde então não sabe o que faz e porque faz.
'ela vive' não é exatamente o que se pode dizer sobre sua existência mórbida.
Indigente de ideais, esperança e salvadores, ela perdeu-se.
Sem sensacionalismo, ela se virou até perceber que o próprio tudo não passava de um grande nada.
Cansada, desistiu.
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O que não me mata/Náusea - Lestics
Eu transformo em poesia