quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Atualmente

Sai de casa ontem, atrás de paz.
Sim, sai e não sei se voltarei.
Já sinto saudade do meu canto, mas não das discórdias desgastantes que lá eu participara. Sinto, por que perdi a privacidade que tinha de usar o banheiro de porta aberta, de andar de roupa íntima, ficar descabelada.
Agora estou na casa de uma tia, irmã daquela que insistiu em quebrar o cristal. E na casa dessa tia tem muita gente, me socializo, logo confesso: tenho medo e até uma certa repulsa disso, sou bicho do mato disfarçada.
Mas juro que estou animada, por que sei que não aguento mais nem uma batida de frente, em casa. E vou levando, então, sem cabeça. Sem cabeça para absolutamente nada. Apenas quero e procuro paz.
Preferia ir para um lugar longe, onde minha convivência fosse limitada àqueles animais de quatro patas que latem, num recanto, talvez. Porém, ainda faltam três demoradas semanas para me confirmarem que poderei entrar de férias ciente de que bombarei e até lá, sou obrigada por todos que me cercam a frequentar a escola. Se fisesse grande diferença, nem discutiria. Mas, quando a pessoa é mal resolvida consigo mesma, não consegue ser incrível em nada, nem mesmo na escola. Por isso, não sou incrível.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Ontem, quando disseram-me o motivo de não haver aula hoje, desesperei.
Confesso que dependendo do resultado, pensei em desistir desse ano e começar tudo em dois mil e nove.
Fiquei ansiosa. Muito ansiosa.
Então, hoje, de manhã, fui, com a minha mãe, na escola.
Ohhh, que drama eu tinha feito.
Tenho que melhorar, sei. Mas, exceto algumas matérias, não tenho tanto do que reclamar.
Fiquei feliz. Mais feliz.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Depois de tanto desespero
Depois de tanta escuridão
Depois disso tudo
Pô, você se vê feliz
Com aquilo que jamais pensou que fosse possível
Com aquilo que jamais pensou que fosse te fazer tão bem
Agora, depois de tudo
você começa acreditar que destino, talvez, não seja mais uma invenção do marketing,
não, são coincidências demais para acreditar,
sim, você está a sorrir sem forçar.

//você me faz feliz. ;D

domingo, 26 de outubro de 2008

Nothing to prove

se mata logo ?
por que não tens coragem ?
já estas sem vida há muito tempo.
se existir te deixa infeliz,
por que não se mata, merda ?


//sente.só.o.drama.

Somos quem podemos ser ou somos quem queremos ser ?

Sim, é verdade que penso em largar este mundo, este meu mundo,
pra tentar encontrar outra outra vida para viver.
Sim, o meu redor é determinista e não me cabe.

Fujir não é o termo que procuro ansiosamente tomar coragem e fazer,
Preciso, apenas, ter coragem para reconstruir-me.

Longe porque não quero os vícios antigos, não quero mais o que já foi.
Preciso ter uma nova chance de não agir toda errada.
Preciso deixar transparecer quem eu sou, quem eu realmente sou.

Já não tenho mais coragem de enganar-me,
Porque à noite, é a minha consciência que grita e sente,
dentro de mim o eco repassado do vazio de sentimentos.

Sim, vou atrás de mim mesma.
Sim, procurarei em todo o universo a minha alma.

Tenho consciência agora e não posso deixá-la adormecer.
Não posso continuar sem reflexo no espelho.
E eu não quero companhia que não seja a minha.

E digam, digam aos outros que apenas voltarei quando encontrar-me.
Preciso ser o que sou, o que quero ser.

// gritos de uma alma, abafados pelas belas mentiras da vivência.
// porque ainda tento lhes dizer, com sentido, o que nunca irão entender ? ;~
O que ganhaste então nesta tosca estrada?
Prazeres sexuais e a vida mal fadada
Dormiste ébrias de amor
Com homens pervertidos
E agora sentes a dor
Refletes o teu calor
Nos braços do cupido
//Aurino Costa



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Pensar no passado não irá ajudar, mas não há como não pensar.

sábado, 25 de outubro de 2008

Ouça a voz da minha peculiaridade, triste


Bem, tenho uma infeliz impressão de que este blog está intrinsecamente relacionado à alguma panacéia.
Sim, estou o tratando como meu placebo; Já que de mim, tudo é muito psicológico.
Confesso, é totalmente difícil me abrir aqui e derramar as causas das minhas insônias.
Mas também, ficar querendo inventar uma felicidade artificial e inteira no meu mundo interior, apenas passa à vocês, meu mundo exterior, que essencialmente estou desesperada. E estou.
O que não me mata
Eu transformo em poesia
/Náusea - Lestics