quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Atualmente

Sai de casa ontem, atrás de paz.
Sim, sai e não sei se voltarei.
Já sinto saudade do meu canto, mas não das discórdias desgastantes que lá eu participara. Sinto, por que perdi a privacidade que tinha de usar o banheiro de porta aberta, de andar de roupa íntima, ficar descabelada.
Agora estou na casa de uma tia, irmã daquela que insistiu em quebrar o cristal. E na casa dessa tia tem muita gente, me socializo, logo confesso: tenho medo e até uma certa repulsa disso, sou bicho do mato disfarçada.
Mas juro que estou animada, por que sei que não aguento mais nem uma batida de frente, em casa. E vou levando, então, sem cabeça. Sem cabeça para absolutamente nada. Apenas quero e procuro paz.
Preferia ir para um lugar longe, onde minha convivência fosse limitada àqueles animais de quatro patas que latem, num recanto, talvez. Porém, ainda faltam três demoradas semanas para me confirmarem que poderei entrar de férias ciente de que bombarei e até lá, sou obrigada por todos que me cercam a frequentar a escola. Se fisesse grande diferença, nem discutiria. Mas, quando a pessoa é mal resolvida consigo mesma, não consegue ser incrível em nada, nem mesmo na escola. Por isso, não sou incrível.
O que não me mata
Eu transformo em poesia
/Náusea - Lestics